grutas alvados English Site 5 languages Santo António Imprimir

o parque

O Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros está inserido no amplo Maciço Calcário Estremenho e foi durante longos séculos uma área adversa à fixação humana em resultado da ausência de água à superfície, à agressividade dos calcários, à quase ausência de solos agrícolas, aos acentuados declives e à dificuldade de acesso, quase um território marginalizado onde a presença de grandes maciços calcários domina a paisagem da Estremadura Central e constitui um dos mais vigorosos elementos da sua originalidade, criando um ambiente inóspito, onde as casas das aldeias e lugarejos recolhem a água das chuvas em cisternas e as culturas durante o verão contam apenas com o orvalho e brumas oceânicas. Durante anos o domínio de pastores e carvoeiros, aproveitando a argila empobrecida das depressões cársicas graças ao estrume das ovelhas e cabras, protegendo os caminhos dos gados com paredes espessas como muralhas de defesa, onde se arrumou a pedra removida para aproveitar a terra e criar grandes cobertos de um ponteado de oliveiras, falar do Maciço Calcário Estremenho é falar de um vasto território e das diferentes comunidades que o habitam.

No Maciço Calcário Estremenho podem ainda diferenciar-se três subunidades do ponto de vista morfológico, que correspondem a compartimentos bastante elevados, Serra dos Candeeiros a oeste, Planalto de Santo António a sul, Planalto de S.Mamede a norte e Serra de Aire a este, que estão separadas também por três depressões com origem nas grandes fracturas ocorridas há milhões de anos…, a depressão da Mendiga…, o "polje" de Mira de Aire…, a depressão de Alvados. É uma típica área protegida e constitui-se na sua principal característica, a ausência de cursos de água definidos e organizados, tornando um paradoxo a importância que a sua presença geralmente tem na definição da paisagem, mas ela é extremamente abundante no subsolo, constituindo um dos maiores reservatórios de água doce subterrânea do nosso país, pois estende-se quase sem interrupção entre Rio Maior e Leiria, onde as falhas, as fendas e os rasgos por entre as rochas permitem a infiltração da água no solo, entrando numa vasta e complexa rede de cursos de água subterrâneos, formando aberturas naturais e verticais denominados "algares" que dão acesso a um vasto e gigantesco mundo subterrâneo muito pouco conhecido e explorado.

No Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros esta circulação hídrica milenária acaba por dissolver e depositar o calcário muito lentamente e ao longo de milhões de anos, criando assim uma enorme diversidade de espeleotemas que estão na origem da formação lenta das "estalactites" e das "estalagmites" muito características aliás destes espaços subterrâneos a que chamamos grutas e no fundo todo o maciço é hoje um vasto território olhado de maneira diferente nos recursos que de facto encerra, na riqueza que realmente significa e nas potencialidades que de facto oferece, permitindo hoje aos recursos naturais uma importância extraordinária ao nível da paisagem e da diversidade geológica e biológica dos recursos hídricos existentes. A individualização e o ambiente geológico do próprio maciço prende-se ainda com importantes acidentes tectónicos que afectaram e afectam ainda hoje a região, originando grandes falhas que se manifestam por imponentes escarpas que caracterizam toda a paisagem existente e fazem dela um lugar muito agreste mas invulgar, cuja beleza natural é no fundo a essência da paisagem uniforme e comum a todo o Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros.

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o concelho

Porto de Mós é um concelho que guarda há milhões de anos as ossadas de dinossauros e da tartaruga petrificada que actualmente figuram no museu municipal e toda a pré-história desta região se fundamenta nos machados e nas pontas de pedra lascada do paleolítico, nas pedras polidas do neolítico, nas cerâmicas e cobres do calcolítico, nos pesos dos teares, nas pedras de espremer mel, nas moedas e nas lanças de ferro do tempo do império romano. Percorrer a fabulosa calçada romana do Alqueidão da Serra ou as encostas de calcaria e moinhos que envolvem as aldeias de pedra das Serras dos Candeeiros, Santo António e Aire deixam descobrir desde o Alto dos Moinhos Velhos um panorama frutícola que se estende pelo vale do rio Lena e a antiga vila de Porto de Mós, abraçando o morro dolomítico do seu castelo, um dos mais belos e emblemáticos castelos de Portugal. O arco da entrada na fachada principal do castelo é encimado por uma "loggia" com quatro arcos contracurvados, apoiados em capitéis e colunas com lavrados manuelinos, antecedendo diversas salas com nervuras góticas. Também de sublinhar como polo de interesse turístico, a Igreja de S.Pedro, em estilo barroco e que se eleva no rossio da villa e outrora integrada no Convento dos Agostinhos Descalços.

Porto de Mós é um concelho desenhado no corpo calcário das paisagens sossegadas e majestosas das Serras de Aire e Candeeiros. Apresenta-se assim como um notável espaço natural onde o sulco dos vales foi acentuado devido ao movimento dos glaciares em eras mais recentes que as remotas alterações das placas continentais de há milhões de anos. Enquanto a erosão fluvial foi fracturando e abrindo fendas e aberturas de progressão vertical designadas por "algares" que permitem o acesso por vezes difícil às cavidades, galerias, salas ou poços subterrâneos que em alguns e determinados pontos se desenvolvem criando amplas grutas naturais, características do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros onde este concelho se integra, que possui aliás um fantástico conjunto de aspectos cársicos provenientes dos movimentos das placas continentais que se iniciou há milhões de anos e que estão na origem das inúmeras grutas decoradas com espectaculares formações de "estalactites" e "estalagmites", que muito lentamente foram evoluindo à razão de um centímetro por cada trinta anos e constituem a razão e o atractivo turístico das Grutas de Santo António e das Grutas de Alvados, pertencentes a este concelho milenar cujo património histórico e natural encanta o turista visitante.

Castelo de Porto de Mós
Vista pormenor interior do Castelo de Porto de Mós
Vista lagoa pormenor
Casa particular exterior

a freguesia

Alvados é uma freguesia que representa no fundo a história do homem por terras de "Alvados" e a referência escrita mais antiga ao lugar de Alvados consta do foral de Leiria de 1142, mas a criação da freguesia tem como data provável entre 1555 e 1559 e apesar dos vários séculos de existência, a freguesia mantém preservados muitos dos testemunhos do seu passado…, como a igreja matriz votada à Senhora da Consolação datada do século XVII onde podem ser vistos e admirados os seus belos altares em talha dourada. Situada no extremo norte do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros a 300 metros de altitude, os seus habitantes dedicaram-se essencialmente à agricultura produzindo azeite e cereais, passando pela extracção da pedra ainda hoje activa e pela indústria têxtil hoje mais esquecida, mas é o turismo que aparece como a actividade preferencial. A freguesia de Alvados está bem posicionada geográficamente ao longo do imponente planalto de Alvados e está a 10 km de Porto de Mós, a 15 km de Fátima e a 30 km de Leiria tornando-se assim num dos principais e centrais acessos à Serra de Aire, onde as afamadas Grutas de Santo António e Grutas de Alvados são o motivo principal de atracção turística na região.

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